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"A melhor filha do mundo". Porque só o amor supera as mais difíceis barreiras

Lurdes sempre soube. E os tratamentos de hemodiálise que iniciou na clínica NephroCare Fafe, em Janeiro de 2013, voltaram a confirmar: para Lurdes, Flávia é “a melhor filha do mundo”.

Desde 2013 que a NephroCare de Fafe faz parte da sua rotina, quatro vezes por semana. Mas Maria Lurdes Lemos, atualmente com 49 anos, não se recorda de algum dia se ter sentido sozinha nestes tratamentos. A filha, Flávia, tornou-se uma presença regular e, com o tempo, indispensável. Flávia, filha única com 25 anos, estudou Gerontologia em Bragança, tendo-se formado em 2012, altura em que a patologia da mãe agravou. Se a notícia tivesse sido recebida mais cedo, dificilmente teria terminado o curso, conta. A verdade é que esta área de formação acabou por tornar-se numa mais-valia para apoiar a mãe. Flávia acredita que foi também a sua persistência que encorajou os profissionais de saúde a não desistir de encontrar as respostas para o caso de Lurdes. Não fosse isso, ponderaria emigrar para encontrar trabalho adequado à sua especialização ou daria mais uso ao passaporte, alimentando o gosto de conhecer novos locais. Mas por enquanto contenta-se por viajar através dos livros, o seu hobby favorito. É a melhor forma de estar o mais perto da mãe.

Para Flávia, os tratamentos de hemodiálise não são, contudo, a fase mais crítica do processo de doença de Lurdes. Flávia recorda o período no Hospital de Santo António, no Porto, em que chegou a temer pela vida da mãe. Uma altura difícil em que a doença se agudizou, mas que Flávia enfrentou com espírito otimista. Foi a partir daqui que trocou o estatuto de estudante pelo papel de dona de casa, empenhada em proporcionar qualidade de vida à sua mãe. Flávia salienta a preciosa ajuda dos familiares. Lurdes, por sua vez, insiste em partilhar, orgulhosa, o facto de a filha nunca lhe ter faltado um único dia durante todo o internamento.

Um raio de luz chamado Flávia

Flávia lamenta a patologia, a dor, as agulhas, a perda de independência associada nas pequenas atividades quotidianas e o sobressalto constante sempre que recebe uma chamada da mãe. Mas verifica que esta nova etapa de vida tornou os elementos da sua família ainda mais humanos e é no caminho altruísta que Flávia se sente hoje mais feliz.

“Posso dizer que sou uma pessoa muito privilegiada”

Flávia encara por isso o presente e o futuro de forma positiva. E sejam quais forem os seus planos a prazo, a mãe estará sempre incluída. Não admira que Lurdes reconheça que, apesar de ter uma doença renal crónica, tem também “a melhor filha do mundo”.