“A participação dos doentes é extremamente importante e é algo que me diz muito”, afirma o Dr. Raphael com entusiasmo. “Colocar os doentes de novo no centro do sistema de cuidados de saúde, deixá-los ter um papel ativo no seu tratamento e ajudá-los a tornarem-se mais fortes é o cerne do nosso trabalho. Temos esta abordagem com todos os doentes”. Por isso, o centro tem um programa de consulta de enfermagem pré-dialise e de educação terapêutica nas quais os doentes participam.
O apoio terapêutico personalizado é dado e são realizadas reuniões com o pessoal médico como, por exemplo, nutricionistas, psicólogos e conselheiros antes dos transplantes. “Oferecemos aos nossos doentes workshops educativos adequados às suas necessidades”, continua o Dr. Raphael. “Os nossos workshops e sessões de formação abrangem todos os tipos de matérias – como aplicar um penso anestésico, como monitorizar os níveis de açúcar no sangue, como tomar a medicação corretamente e por aí em diante. Pretendemos expandir este plano proporcionando aos doentes ainda mais formas de aumentar o seu envolvimento e de assumir o controlo do seu tratamento numa base personalizada”.
Segundo o Dr. Raphael, os fatores intangíveis também são muito importantes. “Sofrer de doença renal crónica é uma viagem psicológica, social e emocional muito atribulada tanto para os doentes como para as suas famílias. Por isso, uma boa comunicação entre a equipa médica e os doentes é fundamental. Os doentes só podem desemprenhar um papel mais ativo nos seus próprios cuidados se estiverem bem informados e se confiarem nos seus prestadores de cuidados. No final do dia, não há nada que considere mais motivador – ou mais recompensador – do que ver a equipa médica e os doentes satisfeitos e felizes”.